No Placi estamos sempre em busca de recursos que possam melhorar os resultados e as experiências dos nossos pacientes. Como os jogos de realidade virtual da ReabNet, um poderoso aliado no processo de reabilitação.
Na prática, eles permitem que os nossos profissionais criem um ambiente seguro, lúdico e desafiador. Ou seja: um contexto de estímulos que mantêm o paciente ativo e motivado enquanto as respostas motoras e cognitivas acontecem de forma natural.
Benefícios dos jogos terapêuticos na reabilitação
Os jogos terapêuticos, que já fazem parte da rotina do Placi Brasília, estimulam áreas do cérebro relacionadas à atenção, à memória, à coordenação motora e à tomada de decisão.
Afinal, ao mesmo tempo que o paciente executa movimentos, ele precisa interpretar estímulos visuais, responder a comandos, resolver tarefas e manter o foco.
Promovendo essa imersão sensorial total, além de feedback imediato e repetição motivadora, eles favorecem a neuroplasticidade (capacidade do cérebro de criar novas conexões).
Com isso, se mostram fundamentais tanto para a recuperação cognitiva quanto para o reaprendizado motor.
Tecnologia a serviço do bem-estar do paciente
A imersão proporcionada pela realidade virtual ajuda ainda a reduzir a percepção da dor, assim como o estresse e a ansiedade, reações comuns em qualquer ambiente hospitalar.
Por ser um recurso indireto e pouco invasivo, esses jogos tendem a gerar maior aceitação e engajamento, tornando o processo de reabilitação mais atraente e humanizado.
A realidade virtual na prática no Placi
Para entender na prática como eles funcionam, Helbert Silva, terapeuta ocupacional do Placi Barra, ilustra o caso de um paciente que chegou com grande comprometimento no equilíbrio estático e dinâmico.
“Durante o tratamento, ele tem sido estimulado a manter-se em pé e em equilíbrio sem o apoio das mãos. Afinal elas permanecem ocupadas na interação com o jogo virtual, o que exige um controle postural mais eficiente e impede o uso de estratégias compensatórias comuns, como apoiar-se em excesso.
Junto com isso, por se tratar de um jogo dinâmico, o paciente é constantemente desafiado a reajustar sua postura corporal. O que acontece por causa de frequentes e imprevisíveis mudanças no posicionamento do centro de gravidade, exigindo respostas rápidas do corpo.
Dessa forma, o sistema músculo-esquelético-neurológico é continuamente estimulado a desenvolver estratégias de equilíbrio mais eficazes, promovendo o aprendizado motor de forma ativa e funcional.”.
Do treino virtual à vida diária
A intenção final é que esses ganhos se generalizem para as atividades da vida diária.
Resumidamente: no caso desse treino comentado pelo Helbert, o objetivo é melhorar o deslocamento funcional, aumentar a segurança ao caminhar, facilitar o uso de dispositivos de auxílio à marcha. Enfim, ampliar a independência em tarefas cotidianas, como alcançar objetos no alto ou se locomover dentro de casa.
Recursos que respeitam as limitações e potencialidades do paciente
O uso de tecnologias na reabilitação é uma tendência crescente na área da saúde.
No Placi, porém, essa escolha segue um critério claro: buscamos sempre as melhores tecnologias, mas, acima de tudo, aquelas que realmente fazem sentido para os nossos pacientes e para o contexto de um hospital de transição.
Quando comparados aos recursos anteriores, como consoles de videogame, os jogos da Reabnet se adequam melhor às nossas demandas. Especialmente porque funcionam a partir de um computador com câmera – que pode ser móvel, como um notebook ou um smartphone. Quer dizer: eles chegam facilmente até o leito.
Isso amplia o acesso, incluindo cadeirantes ou pessoas com mobilidade reduzida, e garante mais segurança durante as atividades.
Cuidado que continua após a alta
No Placi a realidade virtual funciona como um recurso eficiente e alinhado ao nosso propósito de oferecer um cuidado mais humano e seguro, centrado na pessoa e no seu bem-estar. Além disso, caso a família opte por adquirir os jogos, o mesmo tipo de tratamento pode continuar após a alta. Nossos profissionais treinam os cuidadores do paciente para que eles consigam dar seguimento às práticas em casa e manter os ganhos conquistados no hospital.
