Quem vê comprimidos, drágeas, xaropes, injetáveis etc. chegando ao quarto de um paciente do Placi não imagina a sequência de cuidados que acontece — da aquisição à administração final, passando por conferências rigorosas, armazenamento correto etc.
Cada etapa segue procedimentos de Segurança na Administração de Medicamentos, como parte de um conjunto de práticas e protocolos, com a intenção de minimizar ao máximo qualquer risco ou dano.
Em outras palavras: tudo é feito para garantir que o paciente receba exatamente o que foi prescrito para ele, na dose correta, no tempo certo e pela via adequada.
Rigor, segurança e qualidade na cadeia logística de medicamentos
Apesar de invisível aos olhos do público, essa cadeia logística de medicamentos segue um extenso passo a passo, que envolve:
#1 Definição de padrões dos medicamentos do hospital
#2 Definição de quantidade de estoque com base em consumo ou previsão de consumo
#3 Solicitação de compra
#4 Compra junto a fornecedores qualificados
#5 Recebimento com rigorosa conferência dos produtos recebidos
#6 Armazenamento correto e seguro dos produtos
#7 Dispensação conforme prescrição médica
#8 Entrega no posto de enfermagem
#9 Conferência pela equipe de enfermagem
#10 Administração segura ao paciente
O trabalho é feito por médicos, enfermeiros e, como protagonistas, integrando tudo isso, pela equipe de farmacêuticos do Placi.
O papel do farmacêutico do Placi nesse processo de segurança
O farmacêutico tem grande responsabilidade na segurança e na qualidade do que vai ser administrado ao paciente.
O seu papel começa no planejamento e controle da cadeia logística, realizando a seleção de fornecedores, a aquisição dos medicamentos e outros materiais, o correto armazenamento e até mesmo alguns cuidados de identificação que possam garantir a rastreabilidade adequada dos produtos.
Mas as atividades desse profissional não acabam por aí. Elas se estendem do 1º ao 8º passo da cadeia logística mencionada. E, nessa trajetória, o farmacêutico participa ativamente :
· da análise de prescrições
· da prevenção de erros de medicação
· da padronização de medicamentos
· da elaboração de protocolos e procedimentos operacionais e
· do monitoramento de possíveis eventos adversos, contribuindo diretamente para a redução de riscos e para a melhoria dos desfechos clínicos
A sua atuação transversal fortalece ainda processos críticos como dupla checagem, reconciliação medicamentosa e uso racional de medicamentos.
Farmacêuticos – os guardiães da meta 3 da acreditação da JCI
O modelo de vigilância de tudo que é administrado aos nossos pacientes foi auditado pela principal e mais rigorosa entidade certificadora mundial para organizações de saúde.
Em dezembro de 2022, o Placi Niterói e o Placi Botafogo conquistaram o selo ouro de aprovação da Joint Commission International (JCI) para “Acreditação de Cuidados de Longa Duração” – e esse tipo de cuidado teve um peso grande. Em agosto de 2023 foi a vez do Placi Barra. Além disso, a unidade Brasília, inaugurada em 2024, já opera com os mesmos padrões de segurança.
No segmento de hospitais de transição, a avaliação da JCI envolve o cumprimento de 5 metas. Entre elas, a 3 que se refere a: “Melhorar a Segurança de Medicamentos de Alta Vigilância”.
Diretamente ligada aos processos de auditoria da JCI, Rogéria Pereira, Gerente da Qualidade do Placi, esclarece que “os farmacêuticos são os guardiães dessa meta 3.”
E Susana Rocha (foto), farmacêutica da unidade Botafogo, complementa: “O farmacêutico contribui para o cumprimento das metas internacionais de segurança do paciente, para a padronização de processos, gestão de riscos, educação permanente das equipes e garantia da qualidade em todas as etapas relacionadas ao uso de medicamentos. Dessa forma, nossa equipe não apenas apoia a certificação institucional, mas consolida uma cultura de segurança, qualidade e cuidado centrado no paciente.”.
