Nos hospitais do Placi, valorizamos tudo o que possa tornar mais humana e significativa a experiência dos pacientes em finitude — e também dos seus familiares.
Em outubro, por exemplo, tivemos o privilégio de receber a psicóloga do INCA IV, Mariana Abreu, e sua fellow, Beatriz Zanini, em nossa unidade da Barra para uma aula sobre Terapia da Dignidade.
Trata-se de uma abordagem criada pelo psiquiatra canadense, dr. Harvey Chochinov, junto com seu grupo de pesquisa. Em resumo: uma ferramenta internacionalmente reconhecida, utilizada em cuidados paliativos de fim de vida.
Qual a importância da Terapia da Dignidade?
Segundo o próprio dr. Chochinov: “É impossível ao ser humano assimilar a ideia de desaparecer completamente. Cada um de nós quer acreditar que uma parte nossa continuará além da nossa morte, pelo menos na memória coletiva daqueles cujas vidas impactamos.”.
A Teoria da Dignidade atua nesse ponto: busca trazer um alívio que vai além do da dor física. A intenção é oferecer resposta ao sofrimento psicossocial e existencial de pessoas que passam por cuidados terminais. Ao mesmo tempo, oferecer um atendimento mais humano e digno, capaz de valorizar a história e a identidade do paciente.
Em outras palavras, promover conforto emocional, aumentando o senso de propósito e significado. Isto é: uma proposta cem por cento alinhada aos objetivos de um hospital de cuidados extensivos como o Placi.
Como funciona a Terapia da Dignidade?
Resultado de anos de estudo sobre dignidade humana do dr. Chochinov, a terapia é breve e individualizada.
Em suma, numa média de 3 sessões são abordadas questões que estimulam a reflexão sobre memórias significativas e ajudam o paciente a lidar com seus sentimentos em relação às suas vulnerabilidades e à finitude da vida.
Além disso, ele é incentivado a expressar a sua história, os seus aprendizados, as suas conquistas e os seus valores. Essa narrativa biográfica é, então, gravada e transcrita, gerando um documento de legado para os seus parentes e amigos.
Benefícios para os pacientes em cuidados paliativos e seus familiares.
Falar sobre o fim da vida pode ser difícil, mas é justamente nesse momento que o cuidado ganha um novo significado.
A Terapia da Dignidade tem sido aplicada com sucesso em pacientes de vários países, como Canadá, Estados Unidos, Austrália, China, Escócia, Inglaterra, Dinamarca e Brasil.
De forma geral quem participa das sessões relata melhora na qualidade de vida, na redução expressiva da tristeza, num menor risco de depressão e num maior senso de autorrealização.
Além disso, a prática aprofunda o diálogo e fortalece a conexão entre o paciente e seus familiares – muitas vezes abrindo conversas que nunca encontraram espaço antes.
Mas os benefícios para parentes e amigos não se restringem ao momento presente.
A Terapia da Dignidade ajuda todos a se prepararem emocionalmente para a perda e oferece o documento de legado que, mais tarde, se transforma numa maneira de honrar a memória de quem partiu.
Placi: trazendo vida a todos os momentos de vida. Até o fim.
No Placi acreditamos que cuidar até o fim é um verdadeiro ato de amor. Isto é: vai além dos procedimentos médicos. Envolve escuta, acolhimento, conforto e respeito às escolhas do paciente.
A aula sobre a Terapia da Dignidade contribuiu também para reforçar o nosso compromisso com um atendimento cada vez mais qualificado, humanizado e orientado à individualidade.
Seguimos honrando a história de cada pessoa que passa por aqui – todos os dias.
