HOSPITAL DE TRANSIÇÃO

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Como teria sido a reabilitação do Leonardo Roitman de Vale Tudo se ele fosse internado num hospital de transição como o Placi?

Agora que o remake da novela Vale Tudo acabou e o mistério do assassinato da Odete Roitman foi desvendado, surgem outras perguntas.

Como teria sido a reabilitação do Leonardo Roitman – um dos filhos da protagonista – se ele fosse internado num hospital de transição como o Placi?

Quais as chances de ele sair da cadeira de rodas e voltar a andar, se comunicar, vestir a própria roupa, tomar banho, se alimentar sozinho e possivelmente assumir um cargo na empresa da família?

Para quem não acompanhou o enredo, um rápido resumo.

Na história, o Leonardo tinha sofrido um acidente há 13 anos e ficou com graves sequelas físicas e neurológicas.

Pouco afetuosa e movida por controle, imagem social e poder, a mãe forjou a morte do rapaz. E pagou a uma senhora para tomar conta dele num sítio distante e escondido de todos.

Por que um hospital de transição teria sido ideal para o Leonardo?

Hospitais de transição, como o Placi, cuidam de pacientes que já passaram da fase mais crítica de uma internação, mas que ainda precisam de suportes, no caso do personagem, da área de reabilitação.

A intenção seria restaurar a funcionalidade, melhorar a autonomia e promover o máximo de independência do Leonardo.

Em muitas situações, esse tipo de tratamento permite que o paciente retome suas atividades como antes do episódio que afetou sua saúde.

Em que momento a família Roitman deveria ter procurado o Placi?

Existe muita diferença numa reabilitação desse tipo, dependendo do momento em que ela é iniciada.

O motivo é o maior aproveitamento da janela de oportunidade: um espaço de tempo em que a capacidade do cérebro de se reorganizar e formar novas conexões neurais é mais potente.

Depois de um acidente como o que o Leonardo Roitman sofreu na ficção, a janela de oportunidade costuma ser de até 6 meses.

Dentro desse período, existe mais chance de o paciente reagir melhor aos estímulos para reaprender e consolidar habilidades específicas, como linguagem, coordenação motora e desenvolvimento sensorial.

Qual teria sido a rotina do tratamento do Leonardo no Placi?

No Placi, cada plano terapêutico é construído de forma individualizada.

A partir da avaliação clínica e funcional do Leonardo, e considerando sua meta de recuperação, a equipe definiria a quantidade de intervenções necessárias para a reabilitação do personagem, incluindo sessões de fonoaudiologia, fisioterapia. terapia ocupacional, musicoterapia e psicologia.

Tudo seria realizado de maneira integrada e com uma abordagem que alia ciência, humanização e acolhimento, sempre com o objetivo de restaurar a independência, estimular funções essenciais e fortalecer vínculos familiares e sociais. 

Como teria sido a atuação dessas áreas integradas?

A dificuldade no diálogo gera um isolamento social importante. A tendência é de o paciente se retrair. Para evitar isso, o Leonardo passaria por uma série de estímulos cognitivos e de comunicação, conduzidos pelas áreas de fonoaudiologia e de terapia ocupacional.

Não foi o caso dele mas, depois de acidentes desse tipo, é comum que uma das sequelas seja o comprometimento da ingestão de alimentos pela boca, o que demandaria ainda o reestabelecimento da dinâmica da deglutição, com a parceria da nutrição.

A fisioterapia também teria um papel relevante a partir de técnicas específicas para estimular o cérebro e os músculos, visando o equilíbrio, a coordenação e a recuperação possível, parcial ou completa.

Outra área fundamental nesse processo seria a da terapia ocupacional, responsável por ajudar a resgatar a autonomia em tarefas da vida diária. E, com isso, favorecendo o retorno ao desempenho de atividades como tomar banho, se vestir, abrir uma porta etc..

Todos esses esforços seriam articulados entre si e com outras equipes do hospital.

Por que o Placi teria sido o lugar ideal para a reabilitação do Leonardo?

Primeiro pela estrutura que une tecnologia com conforto para pacientes e familiares. O que inclui ambientes planejados para favorecer o bem-estar – com áreas verdes, solário e muita entrada de iluminação natural – e espaço ecumênico.

Passa também pela qualidade comprovada por instituições internacionais. O Placi está entre o grupo de 20 hospitais no mundo – e o primeiro da América Latina – a obter a certificação da Joint Commission International, JCI, graças a uma série de fatores, incluindo a excelência em segurança do paciente e o compromisso contínuo com a melhoria.

Além disso, o Placi ainda conta com um diferencial importante: o afeto – que vai da equipe à presença da família e dos amigos inseridos no tratamento.

Como funciona a atuação da família na recuperação do paciente?

O cuidado 24 horas começa com especialistas multidisciplinares, que conhecem cada paciente pelo nome e que, junto com a família, definem uma abordagem individualizada.  

Mas a participação dos parentes e amigos não termina por aí. Eles são convidados a acompanhar as terapias – nas salas do tratamento –, para que possam incentivar e celebrar as conquistas.

Na prática, é uma forma de reforçar o que a ciência já comprova: quem se sente acolhido emocionalmente responde melhor aos tratamentos.

Porque, para o Placi, cuidar é mais do que tratar. É respeitar cada paciente e suas histórias reais.